quinta-feira, 30 de junho de 2011

Incoerências

   Obrigações!
   Todos os dias somos obrigados, tanto por forças externas quanto internas, a agir e ser de uma forma, de um jeito, que é quase ou totalmente diferente daquilo que de fato queremos ser.
   Somos incitados a tomar posturas e ao mesmo tempo somos observados pra depois sermos julgados por seres tão humanos como nós, mas que se acham semideuses, e nos fazem sentir menor que nada.

(Continua... sem tempo pra terminar, pra variar...)

terça-feira, 28 de junho de 2011

Era uma vez...

   Certo dia, em um lugar bem distante, ou perto demais, apareceu de repente, ou propositalmente um serzinho pequenino, cheio de manhas e planos. As pessoas a volta faziam planos, e viam como ia crescendo, tomando forma, assimilando valores, aprendendo histórias.
   Uma menina! Que bonitinha, cabelos enroladinhos numa pele bem morena, olhos de jaboticaba e pitadas fortes de traquinagens quando fazia novos amiguinhos, quando se relacionava com os primos, quando se irritava com bonecas.
   Os tempos foram passando, e ela foi aprendendo a caminhar só. A parte mais difícil!: sair do pequeno mundo que havia criado instintivamente para se sentir protegida, e ali, com as pessoas que amava, as poucas que conhecia, se sentia tão segura e aquecida que nenhum mal poderia chegar. Mas chegou, que vida!
   A primeira perda veio cedo demais, um amor tão forte, sem ser de fato explorado, mas vivo e sincero se foi pra além da vida. A menininha não sabia o que pensar nem como agir, mas foi vivendo... o que mais poderia fazer? Em alguns momentos tentava entender as coisas que aconteciam, mas como se estivesse amortecida pela falta de conhecimento, não via que a forma mais forte de aprender na vida é aprendendo a perder.
   Algumas pessoas não souberam lidar com a ausência do ar que vem de quem se ama. Algumas pessoas, das quais ela mais precisava, se deixaram abalar, tomaram decisões precipitadas para sua vida afetar para além de qualquer possibilidade de conserto a curto e londo prazo... as pessoas que antes habitavam naquele universo criado pela criancinha, caíram dali e em outro "ali" ficaram, para nunca mais voltar.
   Dias e noites, anos sem ter fim, amigos se chegaram para se mostrar nem tanto amigos, amores se chegaram para se mostrar mentirosos... Até que um ponto final pareceu surgir em meio a uma confusão de sentimentos que afloravam. Uma confiança estranha se fazia aparecer por entre ondas de uma água meio turva de situações e atitudes, e ela compreendeu que poderia confiar na calmaria que aquele mar mostrava passar.
   Deitou-se no barquinho e desligou a atenção do cuidado necessário para a navegação, deitou e sonhou. Muitas noites ali ficou, entorpecida pelo sonho, que nenhum céu de estrelas mais lindas e luar encantador via surgir e brilhar, e não havia nascer do sol com briza suave, mergulho de bichinhos do mar que a fizesse encantar, continuava a dormir e desejar o que podia sonhar... mas não via a beleza de cada dia que ia surgindo bem à sua frente.
   De tanto não atentar, um furo se fez naquele barquinho pequeno, que para ela muitas vezes parecia um navio mercante cheio de desejos e planos pra exportar. Mais um furo e outro, e outro mais... e então, se viu afundando, como na lama de um pântano, sem um chão conseguir pisar. Quem poderia ajudar? O anjo que estava ao lado e que prometera levá-la a terra segura foi-se embora para não sei onde, ou deixou de fingir ser anjo para as profundezas do mau voltar a habitar? Não era anjo nem demônio, e sim algo risônio, talvez, bem mais confuso e perdido que ela, por certo! 
   E o instinto se fez surgir, como uma pequena bolha de ar que insiste em vir para a superfície apesar da pressão da água, e lutou pela vida que tinha, que não conhecia, mas que queria trilhar. "Viver para quê"-muitas vezes pensou... Depois de tantos dessabores, só acreditava nas dores que por certo viriam, mesmo sem ela chamar. E passou a desacreditar, foi vivendo e enrigecendo aquilo que tinha no peito e que: a máquina que um dia quisera amar.
  Se enforçou em algum momento para o caminho de casa encontrar, viu uma estrada distande, cheia de pedras, mas seguiu confiante, achando que poderia estar indo de volta para a paz que um dia tivera. Caminhou e encontrou, mas compreendeu que o lugar da redenção não era aquele mundo de antes, aquele criado com medidas certas, com sentimentos perfeitos, atitudes comedidas para o alcance da felicidade plena que ela um dia acreditou. Ela já  estava grande, com algumas cicatrizes profundas, mas que aos poucos foram sarando... o lugar de tranquilidade era, na realidade: O interior dela mesma, e a capital dessa região era chamada "Coração". 
   Em fim a menina descansou, deitou-se e ajoelhou, orou, rezou, cantou... ali ela se encontrou: Serenidade, Controle, Remédio para a Dor... Paz, Tranquilidade, receitas de Felicidade escritas por "mão forte e braço estendido", mandadas por um velho amigo, que sempre esteve tão próximo, sempre tão próximo a ajudar, mas com o qual ela quase nunca se aconselhou. Leu as receitas com calma, e a cada dia ia testanto, e conforme ia provando, via como era doce o sabor. Após algum tempo e mais um pouco, foi ajundando um e outro seguindo á risca o que lia, para a comida certa dar. 
   E quando não compreendia, um novo universo empreendia, cheio de luz, muito sol e cotovia, para aos finais da tarde cantar. Achou-se calma e tranquila, e se viu de um todo admirada quando na terra nova que morava, novos e bons frutos já começavam a brotar.
   De repente, lembrando das histórias de outrora, recebeu uma notícia sem hora de que um velho conhecido de bem loge iria chegar. Não fez muito caso do acaso, mas sabia que se algum dia, uma boa sorte sorrisse, ela sorriria de volta, e tudo poderia mudar. Pensava assim mas nada dizia, sequer repetia o que sentia, com medo de qualquer coisa escutar o que ela, lá no fundo do peito, queria, que ele a olhasse e sentisse euforia, alegria e coragem para recomeçar.
    Há! "Doze Dias" de festa chegou, e com ele diversos motivos para comemorar. Havia tantos bolos, alguns doces e tanto para se fartar, havia cantorias, motivos para verdadeiras alegrias, sorrisos, satisfação, agradecimentos e pedidos de perdão para poder continuar no caminho que estava, sem precisar de atalhos, para algo melhor encontrar, como um dia encontrou.
   Mas alguma coisa faltava, da "metade da laranja", se falava; e havia quem dissesse, "é a falta da gêmea alma" algo para sacudir e fazer radiar... Então ela começou a compreender que poderia adormecer e sonhar sem da realidade se desligar, poderia por algum efeito da física desacelerar o tempo para cada segundo de novidade aproveitar, sem estar sozinha num barco em uma noite fria sem rumo para chegar.
   Foi numa fonte de luz, e ali bebeu da Coragem, um pouco de Loucura, e outras doses de Traquejo.
   "Nada de furos", gritou bem forte pra que todas as forças contrárias se fossem pra uma terra bem longe e pra de lá  nenhuma delas voltar. Pensou, assustada, " será essa a noite do divisor de águas, um oceano novo para se jogar"?, e apesar da possibilidade de não poder nadar até a outra margem, não hesitou, bem segura pulou e ainda afirmou: "Maus pensamentos não terão lugar"! 
   E então, de coração aberto, recebeu um carinho sincero daquele que iria chegar, que chegou. Sentiu uma energia segura, tranquilidade e doçura no jeito dele beijar. Não tinha se jogado ao mar para cansar de nadar, quando deu por si estava voando, pelo alto das nuvens, em sonhos reais de dias de paz, em noites bem dormidas de amores sem medidas, e sem medo nehum de isso acabar.
  Mesmo quando vieram as tempestades e suas nuvens carregadas, para eles assustar, ela estava tranquila de que a Calmaria breve chegaria e que em seus braços ela e ele iriam descansar. E quando tudo tremia por trovões e relâmpagos em noites tão frias de um dia tão longo que parecia nunca mais terminar, um barulho de paz tão esperada se fez soar, e um portal para uma nova Possibilidade se fez surgir em meio à Dor e ao Susto, outra vez, para que um Novo Mundo, que um dia ela ou ele fez, viesse a se concretizar. E esse Novo foi surgindo, como num passe de mágica, sem que preciso fosse destruir e corroer o que há de belo e sincero, pois aquilo que é de fato preciso é ser fiel a si mesmo, sem se sentir obrigado a cumprir promessas só porque se falou, onde se pode viver e sonhar, e realizar aquilo que um dia se sonhou apenas porque... há amor.
   Quando ela compreendeu isso, foi-se embora o Medo da Dor, tudo passou a fazer sentido quando há verdeiro motivo pra riso, pra verdade, para querer frio e calor. Norte e Sul se orientaram como nunca antes se viu, e de um tanto se misturaram para a surpreza dos que pensavam poder mudar o futuro mais que o Senhor dono do tempo e espaço, e que com mentiram se assentaram na mesa do jantar, para planos maldosos tentar criar, e fazer a dúvida brotar em um coração honesto.
   Mas nada como a Fé e a Confiança.
   Hoje nesse mundo, que não é perfeito, mas que busca em comum a perfeita satisfação de ambos os coração, eles vão caminhando de mãos dadas, a criancinha confusa, cheia de tristezas e marcas de antes parou de se lamentar, começou a ouvir um som diferente e querer dançar, correr e pular, gritar, se espreguiçar... Ele tem uma tal paciência, de fazer levar à falência todo o medo de errar, ele curte o improvável, gosta de voar bem alto, onde ninguém pode alcançar... e assim tudo caminha para uma tarde tranquila, perto ou londe, na calmaria de uma noite de domingo a dois, numa praia ou em casa, sozinhos mas sempre juntos, onde se pode se ouvir, apesar de tudo, palavras e sussurros sinceros que não deixam espaços para as dúvidas... Onde a cada hora que passa, a certeza chega e faz graça, e só faz no coração dela nascer a vontade de dizer: "Eu Amo você"!

terça-feira, 21 de junho de 2011

Forças

   A princípio eu queria me queixar, dizer o quanto situações traiçoeiras tiveram a capacidade de me fazer tão incapaz de lutar pela verdade. Mas então, que bobagem!! Deixar de ser feliz nos detalhes pra olhar pros problemas que surgem.
   Pensei na situação triste de hoje, e lembrei dos finais de semana que tenho tido, da felicidade que é ver a quem se ama dormir como uma criança indefesa; ter o companheirismo de atitudes e decisões, sinceridade em atos e olhares.
   Pra que reclamar tanto se tanto se tem? Por ser comum blasfemar, por ser comum não se olhar pros belos detalhes que a vida nos dá.
   Não!! Hoje não!!
   Mais uma vez tive a prova de que esse momento que vivo é de um tanto singular, cheio de magnitude e encanto. E por isso, apesar dos problemas, não consigo parar de me sentir feliz.
   Todas as vezes que eu imaginava o futuro, não conseguia ver confiança, sinceridade, tinha medo de ser eu mesma e não chegar a lugar algum. Mas então, como num passe de mágica, ou um conto de fadas, uma bela Surpreza apareceu pra me fazer sorrir e fornecer forças, entendimento.

[Continua... sem tempo pra terminar, benditos relatórios!!]

sexta-feira, 17 de junho de 2011

O Desejo

   Ah! Como somos bobos!!
   Está um lindo dia, temos vida e um amor, e então, uma simples neblina apacere, e se mostra o bastante pra nos deixar apáticos e sem forças.
   Ao mesmo tempo é engraçado se imaginar tão forte e tão vulnerável... ah! o ser humano!! Pobre animal, temos tanto a nossa volta, tantas armas poderosas, tecnologias de ponta, rapidez de locomoção... e ainda assim nos deixamos ser governados pelos sentimentos.
  "Esconde isso menina, esse negócio de gostar é coisa de mulherzinha" - Dona Mente insiste em falar ao pé do meu ouvido.
  Mas ainda assim, ouso a ser repreendida: -"Ah!! como eu quero voar..."
  E a vida segue cheia de gracinhas para qualquer dia de manhã mais linda com café e pão; noites regadas a reggae no colchão com abraços e beijos... sem maus sentimentos, sem maus pensamentos, somente para aproveitarmos os momentos mais que bons.
  Mas se a tristeza chegar, e com ela a insegurança, que é inimiga de qualquer sentimento sincero e de paz, vou desejar teu abraço mais apertado, nossos momentos de histórias mais sinceros... Vou desejar a felicidade completa que sinto quando me sinto completa contigo.
  E todo mau tempo passará.

*Estou desejando!!

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terça-feira, 14 de junho de 2011

Surpresas

   Definitivamente:  que Loucura!!!
   Quando menos esperamos, quando nunca imaginamos, quando todas as idéias e pensamentos já foram utilizados como formas de explicação e medição do futuro na forma de planos e desejos, lá chega a Novidade e suas Surpresas.
    E o que é o ser humano e sua força diante da magestade da vida, das inusitadas situações que nos deixam pasmos, boquiabertos, tensos, amantes? Nós, seres humanos, somos a Sorte!! Somos a possibilidade da mudança do destino, não das circunstâncias que precisam acontecer para que aprendamos com elas, mas da postura que teremos depois que a ventia passar. 
   Precisamos nos machucar pra saber que é possível sarar, precisamos chorar quando não estamos satisfeitos, pra quando estivermos sorrindo de felicidade por uma realização da alma, lembrarmos que tudo na vida tem seu tempo; e que a Dor, muitas vezes, anda a frente da Felicidade, induzindo as pessoas a acharem que não há mais nada além do que ela, a Dor, possa oferecer.
   Assim, fechamos nosso campo de visão para as possibilidades positivas a nossa frente, ou simplesmente, não queremos ver. Contruímos castelos em cima do Agora pra daqui a pouco ver que arquitetamos Castelos de Vento, e lá vem a Dor, arrastando tudo o que restou para o mar das aflições, das tristezas: -Não há mais nada a fazer, nada a ser modificado... que bobagem! A Vida é mais que nossos momentos de desilusão.
   A vida é a Luz que alumia os caminhos tortos que insistimos em trilhar, é o Oásis no deserto das decepções, a Ponte entre os desfiladeiros de dúvidas que insistem em nos confundir. E quando pensamos que nada mais há... cá chega a Vida, novamente cheia de Graça e Brilho, mostrando que o fato de nossos olhos não serem capazes de ver, não quer dizer que não há Possibilidades...pois ainda assim existe muito mais motivos para se continuar. 
    Então, em bandejas de ouro, chegam Surprezas; tamanhas, adocicadas e salpicadas com as especiariasmais caras, que realçam o sabor, que nos fazem querer provar, cada vez mais, o mais gostoso sabor que ela tem pra dar. E então compreendemos: A Dor não é o final, o Amor vem depois! E todas as cores passam a ter a função de nos chamar a atenção...  O vermelho, o verde e o amarelo passam a ter a finalidade de me fazer sorrir sempre quando toca uma música; Dias ensolarados em almoços na beira do rio, passam a ser tão vitais quanto as Vitaminas Essenciais; e o Arco-Íris do teu sorriso passa a me embriagar de felicidade todas as vezes que me vejo perdida nos teus olhares mais marcantes.
   Tantos sentimentos juntos em um só coração, milhares de sentimentos misturados em dois corações que batem em corpos separados pelo tempo terrestre, mas que se encontraram e são capazes de fornecer forças e coragem um ao outro, sem uma explicação coerente, sem uma lógica aceitável. O fato é que sempre o que vem depois é Mais, e quando o tempo vai passando, quando vamos assimilando a responsabilidade que temos nas mãos de Aproveitar a dádiva que recebemos do Pai do Céu, mais nos sentimos gratos, e mais precisamos mostrar, não para os outros, para nós mesmos e para os que amamos, que se mudamos foi para melhor.
    Nada de depositar nossas expectativas nos ombros dos outros, falo sim de compartilhar planos, viver um dia de cada vez da forma mais bonita.
     Não entendo como uma situação tão diferente do normal, que chegou cheia de tristezas e decepções, pudesse me deixar tão surpresa e ... feliz. De fato sempre pensei que tudo ficaria da forma como deveria ser, mas não sabia que poderia ser tão rápido, e quando vi, lá estava eu com uma jóia rara, absolutamente preciosa em mãos... E pra quem via poucas léguas a frente, e nada além do Medo, hoje eu me saí bem! Confiança, ela esteve de mãos dadas comigo, e eu nem queria que ela aparecesse...
     Confiança: obrigada pela Surpreza de hoje!
     Com certeza, há muito mais do que o que os meus olhos podem ver, mais do que eu poderia dizer ou tentar escrever. 
     Há você e eu, e planos que ainda virão, cheios de Felicidade, de Vida, de Luz.
     Há: Surpresas.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Criando azas...

"Se nós esquecemos o nome do nosso D'us, e estendemos as nossas mãos para um senhor estranho,
Porventura não esquadrinhará D'us isso? Pois ele sabe os segredos do coração.
Sim, por amor de ti, somos mortos todo o dia; somos reputados como ovelhas para o matadouro.
Desperta, por que dormes, Senhor? Acorda, não nos rejeites para sempre.
Por que escondes a tua face, e te esqueces da nossa miséria e da nossa opressão?
Pois a nossa alma está abatida até ao pó; o nosso ventre se apega à terra.
Levanta-te em nosso auxílio, e resgata-nos por amor das tuas misericórdias."
(Salmos 44:20-26)


   Quantas e quantas vezes, devido a problemas e situações delicadas que a vida nos apresenta, acabamos por nos sentir fracos e incapazes de lutar pela felicidade que sonhamos! Sim, muitas vezes nos sentimos inaptos, pequenos, inseguros diante das adiversidades, diante de tudo aquilo que é contrário aos nossos desejos, diferente das coisas que compreendemos por "alegria".
    Desejamos que somente aquilo que queremos se chegue a nós, e nem lembramos de como a vida é esperta e sorrateira, esquecemos que em todos os momentos, sejam eles bons ou ruins (mas principalmente nos ruins), temos algo a aprender, forças para absorver, para assim, continuar a sonhar com força, sem desistir, mesmo que o coração esteja quase morto pela decepção, pela perda.
    É difícil se reconhecer incapaz de lutar contra as forças das circunstâncias, é difícil esperar atitudes e sentimentos que satisfariam nossas fantasias mais sinceras e profundas, sem que estas se realizem e nos façam pessoas felizes. Tudo o que é contrário mostra-se tão difícil.... mas é exatamente aí que devemos confiar cegamente, crer, ter fé de que mesmo quando estamos vendo a derrota caminhar a passos largos em nossa direção, existe um mundo espiritual, baseado em pensamentos de bem, e não de mal, um mundo que o Senhor Criador do Universo traçou para nossas vidas, e que só está esperando uma atitude nossa para que torne concreto.
   Muitas vezes, na maioria delas, o caminho que achamos que nos levará ao sofrimento, acabará por nos fazer chegar a uma terra de delícias, onde mana leite e mel, a uma terra de paz, onde não haverá guerras sentimentais regadas a mentiras, inveja, desprezo e infidelidade: Uma terra que o próprio D'us criou para nós, para que morássemos ali, e ali encontrássemos a paz que nunca vimos em qualquer outro lugar. E não precisamos (não necessariamente), nos desligar desse mundo para ali viver; a terra boa é a que cultivamos com amor e respeito, a terra boa é o coração das pessoas que amamos, lugar onde podemos descansar do dia-a-dia corrido, do egoísmo e da dor, onde podemos confiar que mesmo se estivermos longe, nada de mal poderá, nesse universo, entrar: Ali há Confiança!
    Então, mesmo que todas as circunstâncias sejam contrárias aos sonhos que um dia tivemos, aos planos que um dia fizemos, não precisamos nos abalar completamente, apenas lembrar que as coisas acontecem com um propósito, sendo o principal de todos a nossa evolução como seres humanos, e a entrega da nossa confiança a Jesus. Mesmo que pareça que estamos sozinhos, prestes a sermos levados cativos, com pés e mãos amarrados, ainda assim, precisamos lembrar que o melhor está por vir, e que assim como uma águia ensina os seus filhotes a voar empurrando-os de um penhasco, mas mergulhando atrás deles quando reconhece ser necessário, não permitindo que se machuquem, mas que voem; assim precisamos aprender a chegar mais longe nas situações mais arriscadas, para então podermos olhar de cima e entender que tudo valeu à pena.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Dependência

   Água, ar, alguém...
   Muito antes do que imaginamos, desde que viemos ao mundo, ou mesmo antes disso... somos seres dependentes. E ao passar dos anos tudo isso só vai aumentando; se antes éramos dependentes de nossas lindas e amáveis mamães, leite e cuidados, hoje somos dependentes de um mundo absolutamente estranho e egoísta, bem diferente daquilo que precisávamos antes.
   Então, afinal, porque isso tudo? Se antes precisávamos de menos coisas: de menos complicações, e nossa felicidade era plena e não sentíamos dor, porque agora, depois de adultos, teoricamente mais racionais e inteligentes, porque nos condicionamos a precisar tanto de coisas, a tornar nolssas atitudes dependentes do outro? Não penso em uma resposta exata.
   Hoje estava lembrando do que ouvi uma vez de alguém de fato especial: "A pessoa voltará e me trará a segurança daquilo que eu fui", e eu pensei: onde é que as pessoas andam colocando as suas perspectivas? Quais coisas podem ser consideradas para fazerem seres dependentes a ponto de não conseguir viver uma vida sóbria sem isso ou aquilo?
    Pensando nisso, lembrei de uma vez em que depositei intensamente a minha confiança e planos em uma pessoa, de como, para mim, meu futuro não fazia qualquer sentido se não estivéssemos juntos, de como o sentimento que eu carregava no coração era importante, grande. Lembrei também de como me senti quando tudo aquilo que eu tinha imaginado e sonhado simplesmente desapareceu do campo visual das expectativas, e de como eu sofri com isso, e principalmente, lembrei de quando eu achei que não poderia suportar essa dor.
   Um tempo longo foi necessário para que a razão desse espaço para o amor novamente. Durante dois anos me dediquei, sem saber, a crescer, e hoje vejo como a Thaís de hoje é diferente daquela outra de dois anos atrás. Lembrando daquilo que ouvi sobre a dependência do outro, tentei lembrar daquilo ou de alguém nesse mundo que eu pudesse depender, alguma coisa sem a qual eu não pudesse viver. Não há o que! 
   Concluí que sou dependente de mim mesma, pois depositar as nossas expectativas e desejos em alguém é uma responsabilidade muito grande, e isso não me parece justo. Não podemos ser dependentes de terceiros para sermos completos, precisamos apenas de nós mesmos e nossa consciência, pode parecer difícil, ou até quase impossível, mas avcredite, isso basta. 
     Dependemos sim, de coisas ao nosso redor para termos forças para viver, tanto te forma biológica quanto emocional, mas daí a nos tornarmos escravos há um limiar muito grande.

(continua... to sem tempo pra terminar)

Convenção dos feridos por amor

Published on December 13, 2009 in News.
 
Disposições gerais:
A – Em se considerando que está absolutamente correto o ditado “tudo vale no amor e na guerra”;

B – Em se considerando que na guerra temos a Convenção de Genebra, adotada em 22 de agosto de 1864, determinando como os feridos em campo de batalha devem ser tratados, ao passo que nenhuma convenção foi promulgada até hoje com relação aos feridos de amor, que são em muito maior número;


Fica decretado que:

Art. 1 – todos os amantes, de qualquer sexo, ficam alertados que o amor, além de ser uma benção, é algo também extremamente perigoso, imprevisível, capaz de acarretar danos sérios. Conseqüentemente, quem se propõe a amar, deve saber que está expondo seu corpo e sua alma a vários tipos de ferimentos, e não poderá culpar seu parceiro em nenhum momento, já que o risco é o mesmo para ambos.

Art. 2 – Uma vez sendo atingido por uma flecha perdida do arco de Cupido, deve em seguida solicitar ao arqueiro que atire a mesma flecha na direção contrária, de modo a não se submeter ao ferimento conhecido como “amor não correspondido”. Caso Cupido recuse tal gesto, a Convenção ora sendo promulgada exige do ferido que imediatamente retire a flecha do seu coração e a jogue no lixo. Para conseguir tal feito, deve evitar telefonemas, mensagens por internet, remessa de flores que terminam sendo devolvidas, ou todo ou qualquer meio de sedução, já que os mesmos podem dar resultados a curto prazo, mas sempre terminam dando errado com o passar do tempo. A Convenção decreta que o ferido deve imediatamente procurar a companhia de outras pessoas, tentando controlar o pensamento obsessivo “vale a pena lutar por esta pessoa”.

Art. 3 – Caso o ferimento venha de terceiros, ou seja, o ser amado interessou-se por alguém que não estava no roteiro previamente estabelecido, fica expressamente proibida a vingança. Neste caso, é permitido o uso de lágrimas até que os olhos sequem, alguns socos na parede ou no travesseiro, conversas com amigos onde pode-se insultar o antigo(a) companheiro(a), alegar sua completa falta de gosto, mas sem difamar sua honra. A Convenção determina que seja também aplicada a regra do Art. 2: procurar a companhia de outras pessoas, preferivelmente em lugares diferentes dos freqüentados pela outra parte.

Art. 4 – Em ferimentos leves, aqui classificados como pequenas traições, paixões fulminantes que não duram muito, desinteresse sexual passageiro, deve-se aplicar com generosidade e rapidez o medicamento chamado Perdão. Uma vez este medicamento aplicado, não se deve voltar atrás uma só vez, e o tema precisa estar completamente esquecido, jamais sendo utilizado como argumento em uma briga ou em um momento de ódio.

Art. 5 – Em todos os ferimentos definitivos, também chamados “rupturas”, o único medicamento capaz de fazer efeito chama-se Tempo. Não adianta procurar consolo em cartomantes (que sempre dizem que o amor perdido irá voltar), livros românticos (cujo final é sempre feliz), novelas de TV ou coisas do gênero. Deve-se sofrer com intensidade, evitando-se por completo drogas, calmantes, orações para santos. Álcool só é tolerado em um máximo de dois copos de vinho por dia.


Determinação final:

Os feridos por amor, ao contrário dos feridos em conflitos armados, não são vítimas nem algozes. Escolheram algo que faz parte da vida, e assim devem encarar a agonia e o êxtase de sua escolha.

E os que jamais foram feridos por amor, não poderão nunca dizer: “vivi”.Porque não viveram.



promulgada por Paulo Coelho
http://paulocoelhoblog.com/2009/12/13/convencao-dos-feridos-por-amor/






" ...

   Dúvidas.
   Elas tem me impedido tantas e tantas vezes de escrever, sim de escrever.
   Antes eu tinha a liberdade a cada início de Parágrafo, poderia escolher pegar um atanho em uma Vírgula, nadar a tarde toda em uma Frase, sonhar a cada ponto de Interrogação, deixar Entrelinhas e conseguir dormir...
   E agora eu não consigo nada. Qualquer frase bem feita que imagino logo escurece e parece impossível de codificar. De repente não posso mais fazer generalizações ou alusões a sentidos mais específicos, não posso mais não dizer, não consigo expressar.
   Que irritante!!!
   Preciso começar outra postagem...

Aprendizados

   Vida louca!!!
   "A cada dia que vivo, mais me convenço" de que quanto mais vivemos e amadurecemos com as mais diversas experiências, mais temos consciência de que o que está por vir foge do alcance da idéia de qualquer produtor de novela mexicana, ou diretor de cinema de Mumbai.
   Caímos e nos machucamos tantas vezes, vivemos cada situação... e ainda assim a vida surpreende e nos dá mais, e requer da gente coisas que, como mortais, limitados, achamos que não poderemos dar. Mas podemos sim.
   E quando temos essa consciência, a de que podemos suportar dores tamanhas, e ainda assim continuar a viver, a sorrir, as coisas mudam de sentido. Não que os problemas ficarão doces e serão bem-vindo, mas que se eles vierem, nenhum deles valerá a minha paz, apesar do medo das perdas.
   Essa ultima semana tem me feito enlouquecer absurdamente, e tenho sentido sentimentos tão fortes, como descargas de energia com voltagens estúpidas, foras do normal. O que fazer? Não sei. E é bem interessante ver como posso falar sobre isso hoje sem sucumbir à dor da incerteza do amanhã.
   Talvez seja isso o que me instiga a continuar a caminhar, mesmo sem saber para onde estou indo: saber que o amanhã é incerto, mesmo quando estamos cheios de planos. Para o destino, futuro, ou o que for, não importa o que queremos ou o que sonhamos, desejamos, o ultimo aval não é nosso.
   Acredito no destino como algo encaminhado por nossas próprias ações,uma mistura de predestinação e livre arbítrio, e acredito que o Senhor YHWH direciona a vida das pessoas que permitem que Ele assim o faça, acredito que foi assim e por isso que nos encontramos e nos gostamos, de uma forma tão singular; porque fomos guiados um para o outro por poderes celestes. E talvez por isso meu coração está mais quieto e sossegado, apesar de tudo.
   E mesmo muitas vezes tentando dizer, mas sem conseguir, sei que tudo caminhará pra onde tem que ser. Apesar de muitas vezes eu quase surtar pela agonia da demora e de toda falta de certeza, sei que "todas as coisas acontecem para o bem daqueles que amam a YHWH", e que mesmo que tudo saia diferente daquilo que eu estou sonhando e esperando, desejo que sejamos todos felizes. E que, seja como for, o meu amor por você nunca vai diminuir, muito menos acabar.
   Vida breve!!!
   Que o Senhor nos direcione para o caminho da paz, da verdade, da sinceridade.
   Tomara que nele eu possa estar caminhando de mãos dadas contigo.
   Te amo, Tartarugo!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Vivências

  Desde criança, vamos, aos poucos, traçando cada centímetro de nosso caráter e valores. Situações, experiências, momentos, cada uma dessas coisas e tantas outras são responsáveis por lapidar aquilo que seremos no futuro. Assim pensamos, e também acreditamos que quando estamos "grandes", podemos dizer exatamente aquilo que somos, como se descreve uma bela peça de escultura, com metragem exata e absolutamente previsível, afinal, não há muito o que esperar daquilo que já conhecemos a essência, daquilo que não traz excitação pois não há novo.

  Por isso essa lógica me parece meio torta. Não podemos nos preocupar tanto e tão somente com o que seremos amanhã, obviamente não estou falando da ausência de planos futuros e da melhora da qual, como seres humanos, somos acometidos quando os tempos passam e amadurecemos, mas cada fase é uma fase especial, e para cada uma delas, há uma forma de ser que cada um há de demonstrar na forma do comportamento, na forma do pensamento. A isso sim temos de dar atenção e valor.

  "Amanhã eu farei diferente", "só agi assim nessa situação, depois eu mudo", quantas vezes já não ouvimos isso de pessoas que estão próximas a nós? Muitas vezes, por certo!! E assim, sempre pensando no depois, o tempo vai passando, e a imagem ideal que temos para nós mesmos nunca se concretiza. A verdade, é que não aceitamos aquilo que somos, não aprendemos a assumir as coisas que fazemos porque os outros dirão que é feio, porque seremos discriminados por aqueles que gostamos, porque a sociedade nos fez internalizar que pessoas do bem não podem ser autênticas.

  Devemos comedir ações e tudo aquilo que queremos. Assim nos fazem pensar. E isso é tão feio!!

  Se agimos "assim" ou de "outra forma", é porque aquilo o que somos nesse momento, nos fez pensar que assim seria melhor. Sim, amanhã poderemos ser pessoas melhores, mas o que eu sou hoje também é o meu melhor. Não podemos nos imaginar no instante do agora, como pessoas concretas e feitas, capazes de agir somente e unicamente de determonada forma, estamos numa eterna mudança, e isso se observa diariamente. Somos Humanos, evoluídos o suficiente para ver que estamos em eterna mutação de idéias e gostos, comportamentos e ideais. E isso não nos faz fracos.

  Claro que pra todos os Outros Comuns,  pareceremos malucos e loucos demais, mas na verdade, estaremos sendo nós mesmos, sem máscaras, honestos em cada gesto, em cada fala. E na vida, na construção diária de confiança das pessoas que amamos, isso se faz com sinceridade, é isso o que importa: Sermos aceitos e amados porque somos naturalmente belos de coração, limpos de atitudes, nada de cenas planejadas, o que vale é ser que é, única e exclusivamente, singularmente humanos, e por isso, cheios de encanto.

(: 

o que eu não consigo dizer...

  Apenas uma desculpa pra te ligar e te ouvir... sim, eu fico pensando o que eu poderia falar pra não parecer chata, mas meu medo não deixa, trava minhas mão e a cabeça confunde completamente.
  Como fazer pra suportar dias tão intermináveis? Onde cada minuto corresponde a 24hs, onde cada pensamento vem cheio de sentimentos tão fortes que sinto não vou suportar... Só se pode suportar existindo, continuando a viver, e é isso que me deixa tão incomodada e fraca: ter de suportar, não por uma escolha, mas exatamente porque não há outra opção.
  Tento imaginar tantos outros momentos de dor, momentos que já passaram e que eu superei, e até certo ponto isso conforta o meu coração de tal forma que eu consigo não pensar em te querer... até que eu respiro, e lembro de como era sentir o meu corpo queimar quando te via me olhar.
  E assim eu continuo dormindo, pra pelo menos nos meus sonhos poder segurar tuas mãos e ouvir tuas histórias de novo; pra que os dias passem logo, e os meses, e logo chegue a hora de você voltar... mesmo que essa possibilidade nem exista.  

The only exception

(Paramore)



“Maybe I know somewhere deep in my soul that love never lasts.
And we've got to find other ways to make it alone or keep a straight face;
and I've always lived like this, keeping a comfortable distance, and up until now I had sworn to myself that I'm content with loneliness, because none of it was ever worth the risk!!

 *Well, you are the only exception*

I've got a tight grip on reality, but I can't let go of what's front of me here.
I know you're leaving in the morning, when you wake up,
Leave me with some kind of proof it's not a dream”