segunda-feira, 30 de maio de 2011

Flying...

  Estar tão próximo do céu requer ousadia e coragem para sair do chão sem saber voar, sem ter azas. Requer confiança no vento, portanto, em algo que não se pode ver, embora seja algo no que se acredite, pois se quer e se ama...
  Ideais: Pensamentos e Sentimentos, Planos Obstinados, cheios de ânsias por saírem do mundo dos sonhos, da perfeição de um universo paralelo que existe apenas dentro de nós mesmos para que sejam trazidos à realidade, materializados na terra dos mortais, no mundo real do egoísmo, mundo este que é humano demais para suportar nossas Utopias
  Então, quando esses tais Sonhos Ideais adentram na atmosfera terrestre, e vemos que a Felicidade perpétua e tranquila está vindo ao nosso encontro, o coração acelera; as mãos suam e a garganta seca; o estômago arranha; pernas bambas; o corpo todo, treme, e a cabeça explode com tantos milhões de pensamentos que tomam conta de cada desejo que se tem daquilo que a gente quer.
  É nesse momento que, erroneamente, nos achamos fortes demais, capazes de qualquer coisa e a qualquer custo para ao menos tocar naquele sonho; para nos sentirmos vivos enquanto todos os outros nos chamavam Loucos, só porque desejávamos o inatingível.
  Assim, nos jogamos sem medo no Abismo da Realidade em busca de poder triscar no Sonho que está se tornando real, achamos que podemos voar nas azas do Amor e da Certeza. Acreditamos que é melhor arriscar perder o ar a ficar o resto da vida sem saber se o que vimos chegando poderia ser Verdade, algo que valeria à pena.
  Achamos que podemos voar mas não sabemos.
  Achamos que podemos alcançar o Sonho que está adentrando a atmosfera terrestre, mas nossa natureza humana corruptível não está apta.
  Achamos, achamos, achamos... na verdade, depois que caímos no duro chão da Realidade, vemos que não encontramos nada, que Tudo não passou de mera ilusão: -Humanos não podem voar; -Ideais Verdadeiros, se fossem tornados Verdade, jamais seriam IDEAIS, e sim NORMALIDADES, e entãopassaríamos a desejar quaisquer outras coisas para serem nossas.
  Essa queda dói tanto e muito mais: ver que estamos correndo atrás do vento, e que o mundo pouco se importa cada vez que as Almas são despedaçadas. Nenhuma diferença ao redor, Os dias continuam irritantemente bonitos; Algumas pessoas gentis e outras não, como sempre foi; Dores prolongadas em dias intermináveis, cheios de horas e minutos e segundos que insistem em nunca mais passar. 
  Hoje as palavras andam meio enroladas, talvez eu não tenha entendido bem as coisas, e por isso não sei o que dizer, mas chegou agora um sentimento sorrateiro, daqueles que envenenam o solo do nosso coração e nos fazem calar de agústia, e pensar, e pensar...


Que saco!!!

sábado, 28 de maio de 2011

amor...


quinta-feira, 26 de maio de 2011

14

  14 dias de vida, como poder dizer o tamanho e a intensidade da euforia, da alegria que tenho sentido por esses 14 dias, que na verdade, mais parecem qualquer tempo mais e mais que isso... E tudo por que simplesmente meus pensamentos e bons sentimentos não pertencem só a mim, não mais.
  Como posso dizer?? Muito tempo andei sozinha, algumas vezes acompanhada, outras não, e tantas outras vezes, depois de algumas lágrimas e sorrisos, eu imaginei que nunca mais eu poderia me sentir bem ao lado de uma pessoa. Então, vivendo um pouco mais, vi que eu poderia estar enganada, que algum dia, em algum lugar, poderia encontrar um sonho na forma real. E resolvi esperar...
  Conheci alguns poucos lugares, pessoas que valem a pena, menos ainda... que coisa estranha, andar na vida sem poder confiar os bons sentimentos a alguém (pensei assim tanto tempo...) !! Mas algo dizia que ainda assim valeria a pena, algo bom viria até mim. Decidi amar alguém que eu não conhecia, alguém que criei para mim mesma, e mesmo com todas as decepções vividas, eu conseguia imaginar ele, que deixou de ser "Ele" e passou a ser "Você".
  Tenho vivido uns dias bem intensos, e olhando pra cada um deles, não vejo nada que não pode estar ligado ao teu nome. Por que tudo isso aconteceu; por que tivemos de esperar tanto tempo; por que, mesmo depois de tanto tempo, parecíamos tão distantes e agora tão próximos, são perguntas que vem e vão na minha cabeça, e me deixam boba com a magestade e sabedoria do Tempo. Como uma criança que sempre dorme cedo, e nunca viu a beleza de um céu estrelado e o luar, e faz isso pela primeira vez, e fica lá, encantada, absolutamente embreagada com a beleza dos astros e com a magia do universo, assim eu fico quando te olho.
   E toda vez que tu me perguntas "Por que você", eu me pergunto se isso não é tão lógico pra ti quanto para mim, e eu tento dizer, te olhando lá no fundo dos olhos mais lindos que eu já vi, que tem de ser você  porque meu corpo treme sempre antes de nossos encontros; porque eu nunca vi tanta expontaneidade numa pessoa só; porque você mostra, categoricamente, que caráter e humildade são quesitos que ainda se podem encontrar nos seres humanos; que flexibilidade é inteligência. Eu quero estar contigo pra fazer parte dos momentos de alegria ou não, sem medo; dos momentos em que as palavras se confundem e nos fazem conversar ainda mais pra um pouco mais nos entendermos; porque é bom sair por aí sem saber pra onde vamos, mesmo quando nenhum lugar parece estar com as portas abertas, pois a tua companhia me faz sentir tranquilidade, e qualquer lugar é um ótimo lugar, só por causa da tua companhia.
  Porque o teu olhar tem mágica, porque as tuas mãos me passam energia, porque os teu beijos me fazem sonhar e te desejar cada dia mais, porque eu sinto como se fosse perder o ar quando passo algum tempo que seja sem poder ouvir a tua voz... por isso que tem que ser você: a preciosidade que o meu bom Senhor mandou do céu pra mim, um anjo em forma de Pedro, com alegria encarnada em cada centímetro do teu corpo, em cada parte do teu jeito.
  Como eu te quero!! 
  (:

terça-feira, 24 de maio de 2011

Heaven

  7 anos...

Nossa, nem consigo dizer tudo o que passa pela minha cabeça todas as vezes que lembro de ti, que lembro da gente, de mãos dadas, correndo da chuva, procurando ceva, jogando conversa fora, mais sérios ou não, aproveitando cada minuto da companhia que vale a pena.

...

Valeu a pena esperar por você!!!

:)(:

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Adaptações...

   
   Estava eu, navegando pelas atualizações de amigos no facebook, quando vi um comentário deixado como postagem no mural de um deles. Era uma música do Almir Sater; 'Tocando em Frente'. A música é antiga, muito bonita, uma daquelas músicas que faz a gente lembrar o gosto bom do passado. No entando, foi postada apenas uma parte dela:

"Ando devagar
Porque já tive pressa
E levo esse sorriso
Porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte,
Mais feliz, quem sabe
Só levo a certeza
De que muito pouco sei,
Ou nada sei"

    E feito um comentário ao final: "Vivendo e Aprendendo", ou qualquer coisa do gênero.
    Isso me fez pensar.
    E como as sinapses que ocorrem entre os neurônios, a cada instante, essa música trazia estímulos para os meus pensamentos a todo momento, e eu comecei a formular algumas idéias, ficava pensando nisso o tempo todo; na aula, no caminho pra casa, na hora do banho... Por 24 horas, quase que seguidas, exceto pelo tempo em que estive dormindo, fiquei lá, matutando o que isso poderia dizer.
    Todos nós passamos por situações nas quais estamos vulneráveis a ser feridos e machucados, seja na área Profissional, ou Pessoal, e em tantas Outras, e pra que isso aconteça, é necessário apenas estarmos em contato com outros seres humanos, e como vivemos na Terra, essa possibilidade se torna 100% possível, correto, Estatística?!!
     Deixemos a área Profissional e as Outras um pouco de lado, e vamos focar a área Pessoal, lembrando-nos sempre que a ela está ligada os Sentimentos.
    Quem nunca se decepcionou com alguém? A não ser um bebezinho que tenha acabado de chegar ao mundo, essa resposta se torna positiva para todo e qualquer mortal. Geralmente acontece dessa forma: Conhecemos alguém; Nos envolvemos; Gostamos; Nos envolvemos mais ainda; Fazemos planos; Amamos; Nos decepcionamos... A partir daí podemos seguir dois rumos: 1-Superamos e continuamos junto com esse alguém, para um possível final feliz; 2-Desabamos e afundamos num sentimento horrível de perda e escolhemos nunca mais nos apaixonar e nos envolver com outra pessoa. Basicamente é isso.
    A primeira opção é, na minha opinião, a mais difícil, não que a pessoa pela qual estamos esperando nunca nos decepcionará nesse plano de vida terrestre, mas porque quando escolhemos o rumo referente à segunda opção, sempre nos damos conta de que não será possível não nos apaixonarmos novamente, e que é possível superar a dor da separação, mesmo quando achamos que o mundo acabará só porque nosso coração está dilacerado e sangrando, quase morto.
    No entanto, algumas pessoas, talvez a maioria delas, talvez não, acham que o fato de escolherem trilhar pelo Rumo 2, vão encontrar um caminho escuro e frio, um caminho curto, impossível de levar a outros lugares, melhor, a outras pessoas. Por isso, acomodam-se no Estágio: "Escolher nunca mais apaixonar-se", e a partir daí suas atitudes e posturas passam a ser de acordo com o passado, relembram do Passado como algo Sagrado, e buscam nas novas Almas semelhanças, características que lembrem aquilo que viveram, quando não, que sejam absolutamente iguais com as pessoas que se relacionaram antes. Outros, escolhem não mais se interessar, quem nunca ouviu a frase "Nunca mais eu vou amar como eu amei ", "Estou cansado de sofrer", "O amor não foi feito pra mim", como se isso dependesse somente da nossa vontade pra acontecer.
    "Ando devagar porque já tive pressa", mas será mesmo que não posso continuar a ter pressa? Só porque fomos rápidos demais antes, temos que andar devagar, quase parando agora? Porque amamos demasiado grande, porque quisemos, porque falamos, nos declaramos, e sofremos, não podemos mais demonstrar toda a beleza do amor, do querer, do se declarar? Claro que podemos! Mas as pessoas tem Medo. Medo de sofrer de novo, e assim, privam-se de sorrir, de sentir o frio na barriga antes daquele encontro com uma pessoa especial, as pessoas tem Medo de desmarcar os compromissos da tarde pra passear com um outro algém por Medo de se decepcionar lá na frente, de se iludir com um Desmerecedor, e depois, sofrer. As pessoas tem Medo de sentir Dor.
    Não digo que devemos agir descontroladamente, sem raciocinar, guiados apenas por sentimentos e afoitos por estarmos juntos. Cada coisa a seu tempo. E precisamos ver que nos momentos em que estamos sós, também amadurecemos. Mas daí a comedir sentimentos, ações e demonstrações de querer há um Limiar gigantesto, que deixa de ser apenas um Limiar e passa a ser algo grande demais, impossível de se limitar pois para se percorrer completamente há de se gastar, pelo menos 10 milhões de anos-luz. 
    "E levo esse sorriso porque já chorei demais". E também não sorri demais? Não gargalhei até as ultimas? Não chorei de tanto rir?? Claro que sim. Mas então, porque esquecer os bons momentos que se viveu se deliciando em sentimentos bons como amar e ser amado, em detrimentos de sentimentos maus, que nos deixam incompreensíveis e brutos, rudes com as pessoas a nossa volta? Talvez porque seja moda não se apaixonar; porque não tem ninguém legal por aí; ou porque temos, mais uma vez, Medo de encontrar alguém que nos faça perder o juízo e correr, a passos largos, para a Cidade Utópica da Felicidade Plena, a qual poderia deixar de ser Utópica para se tornar tão real e envolvente que nos faria desejar Nunca Mais sair de lá.
   Sejamos Corajosos! Precisamos enfrentar as situações que vivemos sem Medo. Temos de ser cautelosos com nossos sentimentos, claro que sim, mas não agir como se eles não existissem. Tirar lições positivas de tudo o que vivemos, até mesmo mudar posturas e pensamentos, mas sem deixar de viver as coisas boas e os bons sentimentos que a paixão e o amor nos dão. Se andamos rápidos demais antes, nada nos impede de continuar rápidos, a não ser que não valha à pena. Se sorrimos agora, essa felicidade advém de um aprendizado, com Dor ou sem, mas nos mostra, principalmente que apendemos algo, que nos adaptamos a determinada situação, e que tal situação se adaptou à nossa felicidade.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Saudades ...

  Hoje o dia estava tão bonito, com um sol tão verdadeiro e forte que fez meu corpo suar cada centímetro, pensamentos felizes me enchiam, eu estava sentindo minha alma sorrir, estava tão feliz por estar viva... tão feliz eu me sentia, que lembrei de quando eu era tão feliz com você: de como eu fiquei quando o senhor comprou um cavalo e me montou nele, de quando saía pra comprar bombons só porque eu, como toda criança, ficava enchendo o saco porque queria e o senhor voltava com uma sacola cheia de  bombom de leite; das caixas de biscoito de chocolate e morango que o senhor trazia pra Tirza e pra mim, isso porque eu não gostava dos de chocolate, e ela não comia os de morango. Eu lembrei das suas histórias, nossa, o senhor era, de fato, um mestre com as palavras, apesar do pouco estudo que teve.
  De todas elas, lembro bem de "A Ingrata e o Gemido", das histórias de quando o senhor era pequenino, das dificuldades que passava lá no interior do Ceará com seus pais e irmãos queridos no tempo da guerra e depois dela. Lembrei de todo o trabalho que fazia pra sobreviver, de quando contava sobre suas paixões e comédias, de quando brigava, ríspido e intolerante, cheio de si, e nada mais bastava além de suas próprias razões e justificativas.
  Eu lembrei de quantas vezes fui injusta e impaciente, deixando de ouvir as coisas que você queria falar, tantas histórias que ainda queria me contar; de como eu deixei qualquer coisa ou outra me afastarem de você... Mas então lembrei de um dia especial, que eu pude dizer o quanto lhe amava, e pude expressar isso com palavras algumas vezes.
  Hoje eu senti uma vontade absurda de poder dizer isso de novo. Necessitei que você ouvisse e me pedisse pra te contar qualquer coisa que fosse, eu precisei muito do senhor, vô, mas então isso não se tornou possível. E então eu chorei.
  Não consegui mais segurar meu coração no lugar, eu precisei tanto gritar, te abraçar, te ver.
  Mas nada que eu fizesse adiantaria minha alegria de segurar nas tuas grossas mãos outra vez.
  Por coincidência, ou não, quando olhei novamente, o céu já estava cinza, e uma chuva torrencial despencou na minha frente como as lágrimas que estavam caindo dos meua olhos. E os coqueiros balançavam tão fortes, como se sentindo a dor dos meus braços em não poder te abraçar, mas ainda assim chamando por ti, como se pudesses me ouvir, e como se, ouvindo-me, pudesses voltar.
  Eu estou tão triste agora!
  Só queria poder dizer, mais uma vez, o quanto eu te amo, te agradecer por teres feito parte de mim, por ter ajudado na formação de alguém tão parecida com você.
  Sei que não posso mais pedir desculpas, sei que nada mais posso fazer. Mas ainda assim escrevo, pra que essa dor de dentro de mim extravase de alguma forma, pra que fique registrado, pra que seja verdadeiro, pra que eu não deixe passar em branco, novamente, o amor que eu sinto pelo senhor, vô Cisso.
  Eu te amo, hoje e sempre, sempre mais!