quarta-feira, 7 de julho de 2010

HA PESSACH

É bom olharmos para o que a Palavra do Eterno diz a respeito dessa festa, quem a criou, para que e para quem ela foi destinada.
Antes de continuar a ler, pegue sua Bíblia e venha passear por ela, aprendendo com Espírito Do Senhor sobre essa Festa maravilhosa !
  Em Shemot (Êxodo)12 encontramos o primeiro relato bíblico desta festa. Vamos examinar este texto.
   Estavam Moisés e Arão ainda no Egito quando o Senhor lhes falou sobre esta Festa e também sobre a contagem do tempo. No versículo 2, D'us determina que o ano de Seu povo começaria no mês vigente, Nissan (ou Abib). Portanto, a contagem do tempo para Seu povo começava com os preparativos e comemoração de PÊSSACH.
A primeira vez que o Povo de D'us guardou essa Festa foi singular, porque eles estavam vivendo seu próprio livramento da escravidão no Egito. Eles praticaram todo um ritual que culminaria com sua saída numa fuga, apressada.
   O que eles tiveram que fazer? Quais os rituais?
   Primeiramente, cada família tinha que separar um Cordeiro, para um sacrifício muito significativo. Isto foi feito no dia 10 do mês de Abibe (Nissan, entre Março e Abril) (v 3). Esta escolha teria que ser feita com muito critério. Um animal de um ano, perfeito, macho, que seria comido por toda a família, ou por duas famílias pequenas.
   No 14º dia do mês, ao pôr do sol (versículo seis) esse cordeiro era sacrificado, seu sangue passado nos umbrais e vergas das portas das casas, sua carne grelhada, e por fim seria comido.
   O cordeiro seria grelhado inteiro, seus ossos não podiam ser quebrados e nada dele podia sobrar.
   Por que tanto cuidado na escolha, preparo e consumo? Porque esse cordeiro simboliza Cristo, o Machiach, como está escrito em I Coríntios 5.7b "Porque MASHIACH, nossa Páscoa, foi sacrificado por nós".
   Porque comer todo o Cordeiro?  Pois, Ele,Yeshua, representando o Cordeiro Santo de D'us, deve ser totalmente absorvido. "Tudo" que Ele é, e disse, tem que ser absorvido, assimilado e aceito por nós.
   Por que a aspersão de seu sangue nos umbrais e na verga da porta de suas casas? Para marcá-las como casas resgatadas pelo Eterno. O sangue era o sinal desse resgate, livrando-a do anjo da morte. Assim como o Sangue de Cristo, nosso Cordeiro Pascal, nos cobre, purifica e livra da morte eterna. ( Outras citações sobre sinais em umbrais da porta de casa, e do coração: Gn 4:7 e Dt 6:9 )
   I João 1:7 diz, mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Yeshua, seu Filho nos purifica de todo pecado.
   Romanos 5: 8 Mas Deus dá prova do seu amor para conosco, em que, quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós.
   9 Logo muito mais, sendo agora justificados pelo seu sangue, seremos por Ele salvos da ira.
   De acordo com o Êxodo, o pessach deveria ser comemorado na lua cheia. É interessante notar que foi muito vantajoso para os israelitas deixarem o Egito numa noite de lua cheia.

   Outros elementos complementavam a ceia dessa noite especial: pães sem fermento (Matzah) e ervas amargas (Marór).
   Está escrito em I Coríntios 5.8 "Pelo que celebremos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os ázimos da sinceridade e da verdade". YESHUA falou sobre o fermento dos fariseus e saduceus, que é a hipocrisia e do fermento de Herodes - veja Lucas 12.1 e Marcos 8.15.
   As ervas amargas simboliza a opressão que havia sobre o Povo de D-us.
   A postura para se comer também foi estabelecida por D'us : vestidos para viagem, porque eles sairiam a qualquer momento daquele lugar.
   E assim foi feito. Depois de uma noite em vigília, comendo apressadamente do Cordeiro, ouvindo o lamento das famílias egípcias pela morte dos seus primogênitos, esse povo, que durante tanto tempo foi oprimido pelos egípcios, sai apressadamente dessa terra de escravidão para a liberdade, rumo a lugar que D'us escolhera para eles se estabelecerem, a Terra Prometida, herança eterna de Ha Shem.

   A partir desse acontecimento, todos os anos, no primeiro mês, ao Povo de D'us é dado o privilégio de participar de Sua Festa, PÊSSACH, uma celebração perpétua (14), um culto de sacrifício da Páscoa do Senhor (27)
   Portanto, a cada ano, por ocasião de PÊSSACH devemos responder à convocação divina fazendo o seguinte :
   · Retirando todo fermento de nossas casas - versículo 15, 19
   · Comendo somente pães ázimos durante 7 dias (15,19) do dia 14 ao dia 21 de Nissan (18)
   · Não trabalhando, exceto para preparar alimentos, tanto no primeiro como no sétimo dia (16)
   · Celebrando ao Senhor congregacionalmente, no primeiro e no sétimo dia (16)
   · No dia 14 de Nissan, comendo em família, o cordeiro, pães ázimos e ervas amargas, celebrando a Redenção que nos foi dada por Yeshua Ha Machiach (8)
   · Nessa noite lembrar o livramento dado ao Povo de D-us quando escravo no Egito (25 a 27). Importante notar a direção do Senhor, em ensinar aos filhos sobre esse evento, durante a cerimônia. (26)

   Junto com PÊSSACH temos a Festa dos Pães Ázimos, celebrada a partir do 15 dia, por 7 dias, quando devemos :
   · Manter fermento fora de nossa casas
   · Comer somente pães ázimos
   · Apresentar a cada dia uma oferta queimada ao Senhor.
   Os sacrifícios e ofertas tem como base a Adoração do Eterno, a gratidão, o perdão.
   O que é Oferta Queimada ao Senhor ? Em Vayicrá (Levíticos) 2: encontramos os elementos q compõe essa oferta, também chamada de Oblação ou Oferta de Cereais, ( MINCHÁ - homenagem) a saber: flor de farinha, azeite, incenso.    Podiam ser feitos bolinhos, bolos, sempre sem fermento e mel (11), mas sempre temperada com sal (13), símbolo da aliança com o Eterno. Interessante notar que o sal inibe a ação do fermento, conserva os alimentos.Traçando um paralelo, quanto mais estamos dentro da aliança com o Eterno, mais fácil vencemos o pecado, simbolizado pelo fermento. YESHUA chamou seus seguidores de "sal da Terra "
   O ritual dessa oferta era entrega-la ao sacerdote que queimava parte desses elementos no altar e comia o restante dela com os outros sacerdotes. Essa oferta é considerada "santíssima, memorial, de cheiro suave ao Eterno" 2,3,10)
   Portanto, durante sete dias, devemos adorar a D-us com nossas ofertas de cereais. Esses elementos devem representar nossa vida limpa, purificada e santificada, cheia do Espírito Santo (azeite) e de oração (incenso).

   Há uma lei específica que determina quem pode participar dessa festa. Vamos examinar ainda Êxodo 12:43-50.
   · 43 - nenhum estrangeiro participa dessa festa, (45) forasteiros e assalariados não podem participar dela
   · 44 - escravo comprado e circuncidado poderá participar
   · 48 - um prosélito pode participar se quiser, precisando para isso circuncidar-se também.
   · 48 - nenhum incircunciso poderá participar de PÊSSACH, seja natural seja estrangeiro.
   Como ficamos então diante dessa lei ?
   1- Vamos encontrar a resposta em Romanos 4.11 q declara ter Abraão recebido o sinal da circuncisão, selo da justiça da fé, para que fosse pai de todos os que crêem, estando eles também na incircuncisão. V 12 diz q primeiro Abraão creu e depois foi circuncidado; ora, a fé vem antes da circuncisão. Esse é um dado muito importante. Os descendentes de Abraão são todos aqueles que recebem as promessas pela fé e não pela lei. Indo para Romanos 2.29 entendemos que o judeu é aquele que primeiro o é no interior, circuncidado no seu coração, pelo Espírito do Senhor. Interessante isso. Aqui encontramos um ensino que parece novo, mas não é, porque isso aconteceu com Abraão, que primeiro creu em D'us e em tudo que ELE disse e depois, por crer, obedeceu a tudo que ELE ordenou. E uma de suas ordens foi "que todo macho fosse circuncidado", lei essa prontamente obedecida por Abraão, cujo coração já tinha sido circuncidado pelo Espírito Santo.    Ainda examinado Romanos 2:25-29, observamos que alguém circuncidado fisicamente é considerado incircunciso se desobedece a lei de D-us, e um incircunciso fisicamente, ao obedecer a lei de D-us tornar-se um circunciso. (25-26). Por conseguinte, todo aquele que deseja obedecer a D'us acaba não podendo ignorar a lei de PÊSSACH que vimos acima, a necessidade da circuncisão física. Romanos 3.31 traz uma pergunta que passa pelo nossa cabeça "Anulamos, pois, a lei pela fé? "E logo a seguir vem a resposta ": de maneira nenhuma! Antes confirmamos a lei" . Você pode estar lembrando de Atos 15 que nos conta sobre a pressão que alguns nossos irmãos exerciam sobre os recém-convertidos gentios dizendo "se não vos circuncidardes, conforme o rito de Moisés, não podeis ser salvos" . Esse ensino é totalmente contrário a lei de D'us nos seguintes pontos:
   1º - Circuncisão não era um rito de Moisés, mas uma LEI do Eterno e como tal deve ser obedecida.
   2º - Circuncisão não é a condição para a salvação de ninguém, mas sim o crer em YESHUA HA MACHIACH.
   3º - Circuncisão é selo da aliança com D-us e como tal deve ser considerada e desejada (veja novamente Rm 4.11).    Voltando para Atos 15 lemos as recomendações aos recém-convertidos. Veja versículo 20 - abster-se das contaminações dos ídolos, das prostituições, do que é sufocado e do sangue. A circuncisão nem sequer é citada, por uma razão muito clara, contida no versículo 21 onde está escrito que tudo que Moisés escreveu é pregado em cada cidade e a cada sábado, lido nas sinagogas. Portanto, cada convertido poderia buscar nesses lugares o conhecimento necessário para obedecer ao Eterno no que diz respeito às Suas Leis,Ha Torah, que inclui o ritual da circuncisão.
   2- Josué, já na terra prometida, circuncidou a todos e somente depois disso comemorou PÊSSACH. (Josué 5.7-10). Estando todos circuncidados disse o Eterno: "Hoje revolvi de sobre vós o opróbrio do Egito". O que o Eterno estava dizendo com isso ? Agora o povo estava aliançado com ELE que podia cumprir Sua promessa (Gênesis 17 ) na vida deles :
   a. ELE os faria multiplicar-se (2)
   b. Nações e reis sairiam do meio deles (6)
   c. Daria toda a terra de Canaã em perpétua possessão ( 8)
   d. Seria o D_us deles (8)
   e. A circuncisão era o sinal de que essa aliança estava valendo entre o Eterno e aquele povo(11)
   f. O Eterno esperava que essa aliança fosse respeitada pelo Seu povo (10)
   g. Não circuncidar-se é violar essa aliança (14)
   Em Bamidbar (Números) há o relato da segunda comemoração de PÊSSACH ainda no deserto. Aconteceu porém de alguns homens estarem impuros por causa de um morto, mas desejarem participar de PÊSSACH. Então, o Eterno diz que havendo alguém impuro ou em viagem, celebraria PÊSSACH aos 14 dias do mês seguinte.
Fica bem claro que uma limpeza completa é necessária. Em nós, através de arrependimento e confissão e em nossa casa , retirando todo fermento.
Também que se alguém em condições, deixava de cumprir PÊSSACH, estava pecando e era banida. (13)
Mais uma vez é enfatizada a necessidade de celebração de PÊSSACH segundo o estatuto e o rito dado pelo Eterno. (14)
   Até aqui examinamos textos narrando direções do Eterno para seu povo ainda no deserto, mas em Devarim (Deuteronômio) 16.5 determina que o sacrifício do cordeiro seja feito no lugar que o Eterno escolher, onde também deverá ser comido.
   Estabelecidos em Canaã, misturando-se aos vizinhos pagãos, Israel deixou de lado seu compromisso com o Eterno, quebrando a Aliança com ELE. Em II Crônicas 29 e 30 o rei Ezequias reparou a Casa do Senhor, restabeleceu o serviço sacerdotal e levítico, a adoração congregacional, e a comemoração de PÊSSACH e Festa dos PÃES ÁZIMOS.
   Notemos a grande limpeza e consagração feita (29.15-19). Com muita alegria, cânticos, júbilo, inclinando-se, prostrando-se e adorando, o povo manifestava-se diante do Eterno.
   Após isso vem a convocação para a Festa, realizada no segundo mês, por falta de tempo para purificação de todos e locomoção para Jerusalém (30.3) Alguns comeram da Páscoa sem estarem limpos, mas Ezequias, orou por eles e D-us os sarou! (30.18) - aprendemos aqui a importância de estarmos limpos, porque a desobediência traz conseqüências, mas a intercessão traz a cura de D'us.
   Aprendemos aqui a comemorar com muita alegria (30:21-26). A alegria era tanta que o povo decidiu estender a comemoração por mais sete dias. Não há peso, nem tristeza nessa Festa do Eterno. Por que? Estavam limpos, tinham se submetido ao ritual de PÊSSACH fielmente e tinham um líder comprometido em cumprir a risca toda a lei do Eterno. Há o espírito de Alegria sobre todo aquele que O honra, obedecendo suas ordenanças.
   A conseqüência final está no capítulo 31. Aquele povo saiu pelas cidades destruindo toda idolatria que encontravam pela frente, e voltou a cumprir as leis dos sacrifícios, dízimos e ofertas ao Eterno e o Senhor abençoou o Seu povo (31.10,21)
   Você pode ler II Crônicas 35 outra comemoração de PÊSSACH muito maravilhosa.
   Em Mateus 26.17-30 e Lucas 22:7-23 aprendemos com YESHUA mais preciosidades sobre PÊSSACH. Circuncidado ao oitavo dia (Lucas 2.21), vivendo em santidade, cumpridor da lei (Mateus 5.17), YESHUA participa de PÊSSACH numa casa, apesar de existir um templo em Jerusalém. Cumprindo a lei, toma um cálice de vinho, dá graças e diz: Tomai-o e reparti-o entre vós". Este é o cálice da comunhão que só NELE podemos ter uns com os outros. PÊSSACH é uma festa de comunhão, da família e da comunidade. Cumprindo a lei, parte o pão ázimo, deu graças, distribuiu entre seus discípulos e declarou : "Tomai e comei, isto é o Meu Corpo" O pão da aflição (Dt 16.3) simboliza Seu Corpo, partido por nós, moído por nossas transgressões.
   Cumprindo a lei, depois de comer do cordeiro e ervas-amargas, pegou um cálice de vinho (libação), e disse : "Esse é o cálice da aliança no Meu sangue derramado por vós" . YESHUA proclama o poder de Seu sangue sobre nós, para remissão dos pecados (Mateus 26.28); a comunhão do Seu sangue (I Coríntios 10.16).
   Em Jeremias 31.33-34 encontramos o conteúdo dessa aliança no Seu sangue: "Porei a minha lei no seu interior e a escreverei no seu coração. Eu serei o seu D'us e eles serão o meu povo. "Porque todos Me conhecerão"! Pois lhes perdoarei sua maldade e nunca mais me lembrarei dos seus pecados".
   YESHUA fez mais alguma coisa surpreendente, lavou os pés de Seus discípulos (João 13:1-20), declarando: "Se Eu não te lavar, não tens parte comigo" e ainda "vós deveis também lavar os pés uns dos outros" e "Eu vos dei o exemplo para que façais o que Eu fiz" e "bem aventurado sois se fizerdes estas coisas ".
   Cumprindo a lei, YESHUA foi preso, crucificado, Seu sangue foi derramado, foi sepultado e ressurgiu. Deixou-nos um memorial. Toda vez que bebemos vinho e comemos pães ázimos numa cerimônia do ETERNO, devemos fazer em memória de YESHUA até que ELE venha! Maranata ! (I Coríntios 11.26).
   Está claro pra nós que o ritual de PÊSSACH começa no íntimo de cada um de nós e se manifesta nos elementos exteriores, nessa ordem. Há posições a serem tomadas, um ritual a ser seguido, que começa em Êxodo e termina em João. O centro dessa comemoração é o ETERNO. Dele é esta festa. Nela celebra-se o Plano Redentor do ETERNO em YESHUA HA MACHIACH, a saída do Egito, símbolo do reino das trevas, para a Terra Prometida, símbolo do reino da Luz, o MACHIACH. Participa dela todo aquele que é verdadeiramente povo, o Israel de D'us, conhecido pelo selo da circuncisão espiritual e física, que o identifica como herdeiro da Aliança do Eterno com Abraão e resgatado pelo Sangue do Cordeiro, que o torna participante da Aliança com o ETERNO.