terça-feira, 6 de abril de 2010


Hoje eu dancei... e até me senti bem (:
Cheguei em casa e pensei em abrir minha conta de email mais antiga pra ver se tinha ali algum email desaforado ou engraçado dela, que por tantos anos me encheu o saco, me xingou, se tornou minha inimiga e depois amiga, me aconselhou... cada momento de uma vez.
E eu até achei graça da raiva que eu sentia naqueles momentos...
Mas então, veio uma frustração bem profunda: ela não tá mais aqui. E poderá ficar meu ultimo email sem resposta? Não poderia ser assim, mas não há nada capaz de fazer mudar essa situação.
Já pensei muitas vezes em escrever sobre o que eu senti quando soube que ela estava morta, e em todas as que eu tentei começar, nunca terminei. Não há mais perdão, não há mais respostas, nem mesmo as perguntas que sempre desejávamos fazer, não há mais euforia, nem ditados populares malucos, nem raiva, nem amor, não para nós, minha querida.
E não me sinto hipócrita em também agora chamar-te "Amiga", pois apesar de, nesse plano, não poderdes ouvir o que tenho pra dizer, meu coração se contrai indescritivelmente inconsolado por teres ido tão rápido e isso é sincero!
Não vou tentar mensurar o tamanho da dor que sentistes,nem a que teus pais, irmão e família sentiram naquele ultimo Dezembro, pois mesmo eu, tentando e acreditando que há um plano maior que orienta nossos caminhos nessa vida, o que certas vezes diminui a minha dor ante situações como essa, não consigo ainda assimilar como tantos sonhos e conquistas contidos num corpo puderam se esvair tão rápido.
E como foi teu ultimo ano, o ultimo mês, o ultimo dia?
Sei que tua lembrança irá sempre comigo, Brenda.


(ThaísLeal)